Como pessoas típicas devem se comunicar com autistas?

Como pessoas típicas devem se comunicar com autistas?Em busca de compreender e abraçar o outro, muita gente vem perguntar aos nossos profissionais como se comunicar com crianças e adultos autistas.

Nós entendemos essa pergunta como uma questão legítima.

Muita gente acha que empatia é o ato de sentir a dor do outro. Ninguém é capaz de sentir a dor que alguém passa.

Mas empatia é algo mais: é um esforço que a gente deve fazer para respeitar essa dor que a gente não sente mas que é importantíssima para as outras pessoas.

É saber respeitar as preferências de cada um e tratar cada pessoa como ela gosta e quer ser tratada.

Como forma de movimentar essa corrente de respeito e compreensão, preparamos essa publicação.

São regras gerais, baseadas em comportamentos recorrentes de pessoas com autismo.

Elas podem se aplicar ou não à sua situação já que, vale ressaltar mais uma vez, pessoas não se encaixam dentro de rótulos.

No TEA, cada um tem sua especificidade, sua história de vida, seus próprios comportamentos.

O seu amigo com autismo, por exemplo, pode gostar de ser cumprimentado com a mão, enquanto um outro autista não. Na dúvida, sempre atente-se a cada um.

Na hora de cumprimentar

Cada indivíduo é único, dotado de suas próprias preferências. Não podemos, portanto, estender essa regra a todos. De todo modo, caso você não conheça tão bem os gostos e hábitos da pessoa que você vai cumprimentar
recomenda-se que:

  1. Evite-se estender a mão, já que a pessoa com autismo pode ser sensível ao toque.
  2. Não se incomode se ela não retribuir o seu cumprimento.

Na hora de conversar

  1. Converse de modo objetivo, direto ao ponto, com comentários claros.
  2. Se for necessário fazer perguntas, faça-as também de modo direto.
  3. Se puder, transforme as perguntas em instruções.
  4. Utilize imagens que ilustrem aquilo que você está falando.

Na hora de se comunicar

  1. Compreenda que pessoas no TEA costumam evitar contato visual e evitam demonstrar como se sentem por meio da linguagem, por isso atente-se aos sinais corporais.
  2. Não menospreze-o. O fato dele não responder não significa que ele não está compreendendo aquilo que você diz.
  3. Evite ambientes barulhentos, já que o excesso de estímulos sensoriais pode tornar o indivíduo mais irritado.

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