Quais os sinais de ansiedade em crianças autistas?

Quais os sinais de ansiedade em crianças autistas?Estudos apontam que nos dias de hoje o transtorno de ansiedade atinge cerca de 10% da população brasileira.

Apesar de muitos ainda pensarem o contrário, não se trata somente daquele frio na barriga ou de uma preocupação diária com o que pode acontecer amanhã.

A ansiedade deve ser observada quando ela atinge níveis que impedem o indivíduo de realizar as tarefas básicas do dia a dia, influenciando em seu sono e causando até mesmo manifestações físicas.

Com a criança autista, mais vulnerável às situações de transição e à hiperssensibilidade sensorial, a ansiedade pode aparecer em uma porcentagem ainda maior que no restante da população.

Mais uma vez, por nos sentirmos no dever de abraçar as crianças e de auxiliar os adultos nesses momentos de crise, preparamos essa publicação com dicas e informações.

O que é ansiedade?

Todos nós nos sentimos ansiosos em algum momento: para uma prova, um evento, algum ato público.

No entanto, há uma diferença entre essa ansiedade e o momento em que ela se manifesta de modo intenso, se tornando um problema psicológico sério e necessitando tratamento.

Ela impede a pessoa de se concentrar, deixa-a agitada e atrapalha sua alimentação, sono e rotina.

E o autismo?

Embora a ansiedade não seja uma condição que esteja caracterizada no TEA, ela é bastante comum e muitos autistas se deparam com esse problema durante a vida.

Dentre os fatores que levam autistas a desenvolverem esse quadro com mais frequência encontram-se: a hiperssensibilidade sensorial, a insegurança diante de situações novas, problemas para se adaptar a novas situações, sensação de não deter certas habilidades, além de cobranças para que tenham comportamento típico.

Como a ansiedade se manifesta?

Existem algumas sintomas da ansiedade que surgem de modo físico. Dentre eles uma sensação de aperto no peito, suor em excesso, dificuldades para respirar ou respiração acelerada, além de problemas de insônia e crises de pânico.

No âmbito psicológico, ela aparece através de pensamentos negativos, pessimistas,
comportamentos irrequietos, crises de choro e momentos de agressividade.

Como lidar com ela?

Alguns hábitos atenuam a ansiedade diária: a prática de exercícios físicos, de atividades de relaxamento, a alimentação adequada e uma higiene do sono ajudam no processo.

Também é importante compreender os gatilhos: de onde essa ansiedade surgiu, quais os motivos para
isso.

Planejar o dia auxilia no caso de crianças autistas, que se sentem mais inseguras com mudanças. Da mesma forma, crie ou leve a criança para ambientes com menos intensidade sensorial.

E a terapia?

De todo modo, vale reforçar, que a terapia e a ajuda especializada é a forma mais eficaz para o tratamento da ansiedade.

Por meio da terapia, os hábitos que levam a ansiedade ou que a alimentam são repensados, de forma a se criar uma rotina mais calma.

Trabalham-se situações que fortaleçam a capacidade de adaptação da criança a momentos e ambientes menos confortáveis e também realiza-se exercícios de atenção.

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